ST 21 - Teoria da História e História da Historiografia: Filosofia, Ciência e Religião

Autores

Breno Mendes

Doutorando

Universidade Federal de Minas Gerais

mendes.breno@gmail.com

Danilo Souza Ferreira

Mestrando

Universidade Federal de Ouro Preto

danilosf1901@hotmail.com

Marco Guisoli Girardi

Mestrando

Universidade Federal de Minas Gerais

marcoggirardi@gmail.com

Walderez Simões Costa Ramalho

Mestre em História

Universidade Federal de Minas Gerais

walderezramalho@gmail.com

Augusto Bruno de Carvalho Dias Leite

Doutorando

UFMG

augustobrunoc@yahoo.com.br

Tomaz Pedrosa de Tassis

Mestrando

UFMG

tomaztassis@gmail.com

Henrique Rodrigues Caldeira

Mestrando

UFMG

henriquercaldeira@gmail.com

Ementa

Com o objetivo de continuar as atividades de um fórum voltado para discussões acerca da Teoria da História e da História da Historiografia no interior do EPHIS, prosseguimos a tradição de propor um Simpósio Temático dedicado ao estímulo de tais debates. Os terrenos, intersecções e fronteiras dos campos da Teoria da História e da História da Historiografia são suficientemente amplos para suscitar temas e abordagens das mais variadas. Certos disso, visamos propiciar um espaço suficientemente amplo para o acolhimento de todas elas, sobretudo daquelas que contemplam temas relacionados à filosofia, à ciência e à religião. Todavia, mesmo que não seja evidente a princípio, as propostas devem versar, em comum, a respeito de questões essenciais que confiram certa especificidade teórica às reflexões, tais como: O que é a História? É possível formular um conhecimento racional e metódico sobre o passado? Que necessidades são atendidas por esta forma de conhecimento? Em que medida essas questões foram postas, destacadas, obliteradas ou rejeitadas na própria história da disciplina histórica? Quais os limites e/ou possibilidades de uma História da Ciência realizada por historiadores? O que a História, enquanto forma de conhecimento do passado, tem a dizer a respeito da produção científica? De que modo a Religião e a História, como maneiras de elaborar ou configurar a experiência humana dotando-a de sentido e inteligibilidade, podem aproximar-se ou distanciar-se?
Enfim, as propostas devem girar em torno da extensa variedade de questões ontológicas, epistemológicas, éticas, estéticas, sociais e políticas provocadas pelo saber histórico – quaisquer que sejam os seus objetos. Assim, uma vasta gama de propostas são bem-vindas, cobrindo desde temáticas mais amplas e tradicionais a problemas considerados cada vez mais específicos e atuais; as relações da escrita da História, seus desafios e demandas contemporâneos; e as novas perspectivas sobre a História em conexão com a Religião, a Ciência e a Filosofia. Com este Simpósio pretendemos debater a respeito daquilo que há de mais caro há na reflexão sobre a disciplina histórica: o potencial que o(a) historiador(a) tem de dar (ou acessar) sentido ao passado, transformá-lo (ou conquistá-lo) e permitir que com ele se conviva (ou se negue). E, para fazê-lo, almeja-se trabalhos capazes de, em diálogo com a própria tradição, revirá-la, ressignificá-la e continuá-la criticamente, renovando os sentidos do fazer História.


Programação das mesas

Mesa 1 - Sala 2055 9 de Maio de 2017 as 13:00 até 15:00
Autores Titulo
Ana Luiza Dias de Faria
Balanço Historiográfico sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.
RAFAEL PENIDO VILELA RODRIGUES
A(s) Identidade(s) entre os usos e disputas pelo passado: um estudo de caso na cidade de Itaguara/MG
Alex Rogério Silva
PRIMEIRA VISITAÇÃO INQUISITORIAL A BAHIA PELO LICENCIADO HEITOR FURTADO DE MENDONÇA (1591-1595) E A ESCRITA DA HISTÓRIA DE CAPISTRANO DE ABREU
Mesa 2 - Sala 2055 9 de Maio de 2017 as 15:00 até 17:30
Autores Titulo
Pedro Henrique Resende
José Murilo de Carvalho intérprete do Brasil
ALESSON RAMON ROTA
Pedro Calmon: um autor esquecido ou que não vale a pena ser lembrado?
Clayton José Ferreira
Orientação e estabilidade a partir da tematização do passado brasileiro nos ensaios de Paulo Prado e Eduardo Frieiro.
Mesa 3 - Sala 2055 10 de Maio de 2017 as 13:00 até 15:30
Autores Titulo
Breno Mendes
Walderez Simões Costa Ramalho
Historicidade e ipseidade: as identidades na história
Breno Mendes
Historicidade e filosofia da existência: Ricoeur entre Jaspers e Heidegger
Augusto Bruno DE CARVALHO DIAS LEITE
A resposta de Heidegger ao "problema do historicismo".
Walderez Simões Costa Ramalho
As Memórias de Pedro Nava: apontamentos para uma analítica da historicidade
Mesa 4 - Sala 2055 10 de Maio de 2017 as 15:30 até 17:30
Autores Titulo
Edmo Videira Neto
História, passado e tragédia: Os deuses do humano
Danilo Araujo Marques
Em busca do(s) futuro(s) perdido(s): ou como a utopia ainda pode servir aos historiadores no século XXI
Danilo Souza Ferreira
Edith Stein e Richard Honigswald - da fenomenologia ao neokantismo possibilidades de teleologias da história
Tomaz Pedrosa de Tassis
Sobre o conceito de eternidade: A história como mística do instante eterno
Mesa 5 - Sala 2055 11 de Maio de 2017 as 13:00 até 15:00
Autores Titulo
Marco Guisoli Girardi
A narrativa, o tempo pretérito e a ação: possíveis proximidades entre história e psicanálise
Robson Freitas de Miranda Junior
Sentidos para a ficção: Michel de Certeau e as fronteiras da história com a literatura
Fernando Gomes Garcia
Históriografia como Hermenêutica
Mesa 6 - Sala 2055 11 de Maio de 2017 as 15:00 até 17:00
Autores Titulo
Rilton Ferreira Borges
Tempo e identidade: uma leitura do prefácio de Essais sur L’Allemagne Impériale, de Ernest Lavisse
Gabriela Alexandra Mitidieri Malta Cals Theophilo
Michel Leiris e Lucien Febvre na UNESCO (1951): “Colaboração entre culturas” como princípio moral e epistemológico da construção do saber
Eduardo Melin
SOBRE A VERDADE E OS FATOS EM HISTÓRIA
Mesa 7 - Sala 2055 12 de Maio de 2017 as 13:00 até 16:00
Autores Titulo
Geraldo Homero do Couto Neto
Janaína Di Lourenço Esteves
A Genealogia do Antropocentrismo: perspectivas acerca das relações entre Homens, Natureza e Animais
Henrique Rodrigues Caldeira
"Science Will Be Free": a historiografia como linguagem política na popularização da ciência (EUA, 1927-1938)
Lívia de Souza Lima
O "tempo absoluto" e a (re)significação de Isaac Newton e da historiografia das ciências pela História do Pensamento Científico.
Francismary Alves da Silva
O lugar da História das ciências no Ensino
Mesa 8 - Sala 2055 12 de Maio de 2017 as 16:00 até 17:30
Autores Titulo
Guilherme Henrique Silva Pinto
Resistência popular na Palestina Romana: o símbolo Reino de Deus, as narrativas e a construção de sentido de história dos primeiros cristãos.
João Victor Jesus Nogueira
Catolicismo, Identidade e Política em Jonathas Serrano. Uma análise a partir de “Farias Brito: o homem e a obra”
Thales Moreira Maia Silva
Historiografia Cognitiva e a História das Religiões.

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